Eleição de Arthur Lira na Câmara afetará Reforma Tributária?

Amauri Segalla para Estado de Minas – 11/12/2020
A eventual eleição de Arthur Lira (PP-AL), alinhado com a base governista, para a presidência da Câmara no lugar de Rodrigo Maia (DEM-RJ) desestimulará uma Reforma Tributária mais ampla e beneficiará ações pontuais como o projeto do Ministro da Economia, Paulo Guedes, enviado recentemente ao Congresso e que unifica os tributos PIS/Cofins.

A análise é do advogado Paulo Henrique Rodrigues Pereira, sócio da LacLaw e especialista em direito tributário. “O projeto de reforma pontual defendido por Guedes deverá impactar severamente as empresas da área de serviços e as que apuram o lucro, sobretudo as de médio porte, que passariam a tributar um valor muito superior ao que é realizado atualmente”, afirma.

De fato, uma reforma em pedaços, e não completa e estruturada, poderá não apenas ser inócua para o setor produtivo como até piorar o já intrincado arcabouço tributário brasileiro. A Reforma precisa sair, mas não adianta ser pela metade.

Em meio aos números alarmantes de desemprego, a indústria do alumínio comemora não apenas ter mantido os postos de trabalho durante a pandemia como experimentado um ligeiro crescimento: 2,2% entre janeiro e outubro deste ano em relação ao mesmo período de 2019 – 116.748 trabalhadores com carteira assinada sobre 114.303. O levantamento é da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL). “Não paramos em nenhum momento desde março”, diz Milton Rego, presidente-executivo da entidade.

Algumas marcas icônicas do início do século enfrentam inédita dificuldade. Recentemente, a Abercrombie anunciou o fechamento de suas quatro maiores lojas. Uma das mais grifes mais amadas das últimas décadas, a Banana Republic perdeu força. Sua controladora, a Gap, informou que fechará 130 unidades nos Estados Unidos até 2023. Há inúmeros casos. A sueca H&M, uma das maiores empresas do varejo de roupas do mundo, avisou que eliminará 250 lojas, de um total de 5.000, até o fim de 2021.

O comércio eletrônico virou do avesso todas as áreas de negócios – até as vendas de materiais de construção. O aumento da demanda, especialmente na região Sudeste, levou a Leroy Merlin, uma das maiores redes do setor, a desembolsar R$ 80 milhões na construção de um novo centro de distribuição em Cajamar, no interior de São Paulo. Segundo a empresa, a nova operação agregará 300 empregos aos 10 mil postos já existentes. A Leroy possui 43 lojas no país.

Os bancos aproveitam a expansão do mercado imobiliário. No ano, a alta de novos empréstimos chega a 50%. A Caixa Econômica Federal acumulou R$ 500 bilhões de crédito imobiliário, valor recorde. No Santander, o volume subiu 15% nos últimos doze meses, aumento parecido ao registrado pelo Itaú no terceiro trimestre.

O crescimento do mercado de energia solar estimula novos negócios. A Solfácil, primeira fintech solar do país, fechará 2020 com crescimento mensal de 30% e R$ 100 milhões em volume financiado, desempenho dez vezes superior ao de 2019. Em 2021, a previsão é atingir R$ 1 bilhão em carteira de crédito.

Pela primeira vez, o dicionário Oxford não escolherá a tradicional “Palavra do Ano.” A premiação, que já reconheceu termos como “pós-verdade” e “selfie”, definiu para 2020 as candidatas “coronavírus”, “lockdown” e “reabertura.” Segundo a publicação, porém, é impossível escolher apenas um vocábulo para expressar o que o mundo viveu neste ano.

Os aplicativos para videoconferência são a novidade do mundo dos negócios em 2020. Um dos mais baixados, o Zoom, multiplicou por 30 o número de usuários entre dezembro e abril. As videochamadas se tornaram tão onipresentes que até surgiu um termo para classificar o seu uso excessivo: Fobo (fear of being on, ou medo de estar on).

foi quanto cresceram as vendas do varejo em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o IBGE. O mercado esperava um avanço de 7%

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